quarta-feira, 11 de junho de 2008

dECRESCENTE ACRESCIDA



Era ela mulher
nasceu assim
O sol interiorano foi testemunha
mas a lua não teve esse privilégio
nunca tivera
As mãos não tiveram chance
chance de tocar o orvalho
chance de chorar
chance de passar das 5pm
Labutar ia ela

É ela menina
cresceu assim
Incólume senso-crítico
O sol não mais a vê acordar
mas a lua tornou-se seu segredo
confidente
Os pés insitem em flutuar
mas a pele ainda sorve o grão
a pele ainda sorve o chão
À Labuta-nova vai ela

Será ela alguém
Algum? Algo?
Talvez agora o sol a veja
tomara que a lua a contemple
Que a abóbada da boca a vigie


A foto foi tirada no município de Pão de Açúcar/AL, por uma grande amiga, Elaine Gonzaga. Esse poema foi feito à pedido de uma outra grande amiga e inspirado nela.
"Que minhas palavras confusas a console!"

3 comentários:

Elaine disse...

Ficou muito bonito esse poema para Rivis, até fiquei com inveja, quero que você depois escreve um para mim...Parabéns Ben, está ótimo seu Blog, as escolhas das fotos, os textos, tudo muito bom. Mil bjos jornalista!!

Anyelle disse...

Ben...meu lindo esse poema para Riva ficou gostoso de ler!migo,é tão bom ler tudo que você escreve...seu blog estah fofo, adorei!FICOU maraaaaaaaaaaaaa!*_*

Rivângela_Santana disse...

eObrigada pela homenagem, Ben-Hur. É muito bom saber que estou eternizada por meio de suas palavras.
Guardarei pra sempre este seu gesto tão lisonjeiro.

Parabéns pelo blog. Ele instiga nossa vontade de ler, fustiga refrexões e a essência de cada texto fica arraigada em nossas mentes.


Continue assim.